Após o estado de encantamento vivido na Capela Sistina, diante da escultural pintura de Michelangelo, Goethe se dirigiu à Basílica de São Pedro em Roma, “iluminada pela mais bela luz de um céu límpido, claro e visível em sua totalidade. Fruidor que sou, deliciei-me com a grandeza e o esplendor, sem deixar-me desviar por um gosto fastidioso e racional, reprimi qualquer juízo crítico. Apenas tive o prazer com o prazeroso”.
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O desejo de Goethe em Roma – 2

“Vivo aqui em Roma numa paz e clareza mental que a muito não sentia. Minha prática de buscar ver e ler todas as coisas como elas são tem me feito muito feliz e vivencio uma alegre serenidade. Alegro-me das abençoadas consequências que isso trará para toda minha vida”.
O desejo de Goethe em Roma – 1
“Amanhã ao anoitecer estarei em Roma. Ainda mal posso acreditar; e, cumprindo-se esse meu desejo, que mais poderei eu desejar? Nada além de atracar feliz em casa com meu barco de faisões e encontrar meus amigos saudáveis, alegres e benevolentes”.
O sonho de Goethe em Bolonha – 2
“Todos os sonhos de minha juventude, vejo-os agora ganhar vida. Nenhum pensamento inteiramente novo me ocorreu, mas os velhos tornaram-se tão definitivos, tão vivos, tão coerentes, que poderiam passar por novos. E que efeito curativo tem sobre minha moral viver em meio a um povo tão sensual: os italianos estão demasiado distantes de nós, e o contato com eles é, para um estrangeiro, árduo e custoso”.

O sonho de Goethe em Bolonha – 1
Veneza, aperitivo. Roma, prato principal. Nápoles, sobremesa. Palermo, ressaca. Esta metáfora gastronômica servirá como roteiro em nosso percurso sobre o relato literário da Viagem à Itália do escritor Johann Wolfgang von Goethe.
