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Aula Inaugural "Freud e a Filosofia"

Aula Inaugural “Freud e a Filosofia”

Freud reconheceu sua leitura de Schopenhauer e negou sua leitura de Nietzsche, dizendo que havia se privado da leitura do filósofo de Basiléia para não ser influenciado por suas ideias. No entanto, sustento a seguinte hipótese: Freud leu Schopenhauer pela letra nietzschiana.

Se Nietzsche nomeou Schopenhauer seu único mestre em filosofia, suponho que a curiosidade o levou a àquele que inscreveu o trágico na filosofia e nas artes dita contemporâneas. A filosofia de Hegel está para o alvorecer, assim como a filosofia de Schopenhauer está para o crepúsculo do século XIX. Definitivamente nos séculos seguintes a filosofia seria hegeliana ou schopenhaueriana. Freud fez sua aposta. E, estou certo, ganhou.

Mais Informações em: https://www.even3.com.br/aifeafcmm2022/

Organizado por:

NEPS-R | Núcleo de Estudos de Psicanálise de Sorocaba e Região

Genealogia do masoquismo e do sadismo na neurose e na psicose

Grupo de Estudos em Freud 2021

Genealogia do masoquismo e do sadismo na neurose e na psicose

Encontros online quinzenais – 4ª feira das 19h30 às 21h

Início: 04 de agosto de 2021

Valor: R$ 60,00 por encontro

Inscrições e Informações – Patrícia Olandini:

Whatsapp: (19) 99678-1545

Enunciado:

O trabalho de investigação genealógica da etiologia sexual dos sintomas neuróticos e psicóticos partiu da correspondência [1887-1904] de Sigmund Freud com Wilhelm Fliess e chegou na cartografia do aparelho psíquico construída em 1923 com a publicação do livro O Eu e o Isso.

Desde o início, o problema da interiorização do código moral esteve presente nas leituras realizadas e, em especial, traçamos a genealogia do SuperEu como instância psíquica responsável por instituir o que se nomeou, desde Nietzsche, como consciência moral. Com a nova cartografia do aparelho psíquico em mãos, Freud iniciou o trabalho de reconstrução da teoria e da prática clínica.

A chegada da pandemia em março de 2020 interrompeu os encontros de estudos que ocorria há mais de uma década em Piracicaba. Suspenso o presencial, voltamos agora na modalidade virtual com a forte esperança da transmissão da psicanálise retornar ao contato dos corpos e com este novo hibridismo presencial/virtual.

A posição de Freud em reconhecer o sadismo do SuperEu nos levou à gênese do sadismo e do masoquismo em alguns escritos que registram o deslocamento do caráter primário da pulsão sádica: depois do SuperEu, o masoquismo é designado como pulsão primária.

A proposta de estudos neste semestre é, como sempre tem sido, retornar a Freud para diagnosticar o presente. E no atual estado da pandemia no Brasil, o presente é atravessado por dois fenômenos mortais: o coronavírus covid 19 e a negação de sua potência mortífera. Os negacionistas são sádicos ou masoquistas? Com Freud, são masoquistas e sádicos. Este par que Freud enlaçou é bem representado na imagem da litografia de M.C.Escher: “Vínculo de União”, abril 1956, escolhida para ilustrar nosso tema.

Retornamos ao ensaio Luto e Melancolia, escrito em 1912 e publicado em 1917. Pela melancolia seguimos para O Problema Econômico do Masoquismo (1924), para encontrar um problema que permaneceu em aberto desde a publicação dos Ensaios sobre a Teoria Sexual em 1905: qual a relação entre o masoquismo e o sadismo?

No ensaio, Neurose e Psicose (1924), ofereceu uma “fórmula simples” para psicodiagnóstico: “a neurose é o resultado de um conflito entre o Eu e o Isso, enquanto a psicose é o análogo desfecho de uma tal perturbação nos laços entre o Eu e o mundo exterior”. Freud voltou a este tema, meses depois, no ensaio A Perda da Realidade na Neurose e na Psicose para traçar a diferença fundamental: “na neurose uma porção de realidade é evitada pela fuga, enquanto na psicose é remodelada (…) dito de outra maneira, a neurose não nega a realidade, apenas não quer saber dela; a psicose a nega e busca substituí-la”.

Concluímos com o artigo Resumo da Psicanálise publicado na Enciclopédia Britânica em 1924: “a psicanálise cresceu num terreno bem delimitado para acessar os segredos das neuroses, sobretudo da misteriosa histeria, modelo paradigmático de toda neurose”. Freud inseriu-se no território dos filósofos, místicos e… charlatães para investigar “o fator psíquico” como fator etiológico no sofrimento neurótico e psicótico.

Bibliografia Básica:

FREUD, Sigmund “Luto e Melancolia” in: Obras Completas – volume 12. Tradução: Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. FREUD, Sigmund “O Problema Econômico do Masoquismo”; “Neurose e Psicose”; “A Perda da Realidade na Neurose e na Psicose”; “Resumo da Psicanálise” in: Obras Completas – volume 16. Tradução: Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

COMUNICADO

Enquanto durar as orientações das autoridades sanitárias para manter o isolamento social, comunico que as atividades do Grupo de Estudos em Freud e Curso de História da Filosofia serão realizadas no meu canal do Youtube na modalidade de transmissão ao vivo gratuita e publica [isto é, não restrita ao acesso por link como foi anteriormente]
para tanto, inscrevam-se no canal

https://www.youtube.com/user/1717Marcio/featured

na próxima 4a as 19h faremos o encontro de estudos em Freud com artigo “O problema econômico do masoquismo” publicado em 1924 (sigo a tradução Obras Completas, volume 16 – Editora Companhia das Letras)

prosseguimos no trabalho de traçar a gênese do que Freud chamou em 1905, nos Ensaios sobre a Teoria Sexual, de “pulsão sadomasoquista” e também de “pulsão de crueldade”

indico também a leitura preliminar do capítulo III – O Eu e o Super-Eu [ideal do eu] e o capítulo IV – As duas espécies de pulsão [instinto], ambos do livro O Eu e o Id, também incluído no volume 16 da edição brasileira

fiquem à vontade para divulgar a seus convidados que possam interessar nos temas

desejo a cada um, renovadas esperanças em dias melhores com os votos de uma Páscoa como exercício de ressurreição diário, pois bem disse o filósofo Nietzsche: morremos mais de uma vez e renascemos outras tantas.

abraço,

Aula do Módulo 3 do Curso de História da Filosofia

Aula do módulo 3 do Curso de História da Filosofia ministrado em Piracicaba/SP e suspenso presencialmente pelo isolamento causado pela pandemia.
No link poderão encontrar o programa de trabalho cujo objeto é demonstrar na escrita da obra inaugural O Nascimento da Tragédia (1871) os efeitos do encontro de Nietzsche com a obra O Mundo como Vontade e Representação (1819) de Schopenhauer
Décalcomanie (1966) René Magritte

Curso de História da Filosofia – Modulo 3 – Nietzsche, leitor de Schopenhauer

Curso de História da Filosofia

Modulo 3 – Nietzsche, leitor de Schopenhauer

1º semestre /2020

Cronograma:

05 e 19/fevereiro; 04 e 18/março;

01, 15 e 29/abril; 13 e 27/maio; 10 e 24/junho

4ª feira – 19h as 21h – quinzenal

Local: Edifício Primus Center

Av. Independência, 350 – sala 43 – Piracicaba – SP

Vagas limitadas: 20

Pagamento: R$ 70,00 a cada encontro

* Módulo 1 e 2 não é pré-requisito para Módulo 3

A inscrição será efetuada com o pagamento antecipado da 1º aula

informações: mmariguela@gmail.com

“Nietzsche foi, sobretudo, um grande crítico da cultura de seu tempo, um prosador e ensaísta europeu do mais alto gabarito, saído da escola de Schopenhauer … de quem herdou a proposição: a vida, intuída puramente apenas como representação ou reproduzida pela arte, é um espetáculo significativo de grande valor, o valor dos valores. A vida só pode ser justificada como fenômeno estético. A vida é arte e aparência: uma sabedoria trágico-irônica que põe limites à ciência, ao niilismo e ao otimismo dos racionalistas reformadores do mundo e do humano. Nomeou essa sabedoria trágica que abençoa a vida em toda a sua falsidade, dureza e crueldade com o nome de Dionísio”.  Thomas Mann

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