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A imagem em movimento escolhida para ilustrar o website é reprodução da gravura “Banda de Möbius 2” criada pelo artista holandes Maurits Cornelis Escher em 1963. Inspirado no objeto topologico inventado em 1858 pelo astrônomo e matemático alemão August Ferdinand Möbius, Escher reproduziu a banda (também chamada de fita ou laço) numa estrutura espacial de superfície infinita incluindo formigas para figurar a impossibilidade de representar o dentro e fora como espaços antagônicos.

GRUPO DE ESTUDOS EM FREUD 2019: O Laço Social na Perspectiva da Psicanálise

O laço social na perspectiva da psicanálise

atualidade do ensaio Psicologia das Massas e Análise do Eu (1921)

O instinto de rebanho, a servidão voluntária e o laço social

2º semestre / 2019 

Cronograma:

07 e 21 agosto; 04 e 18 setembro; 02, 16 e 30 outubro; 13 e 27 novembro

4ª feira das 19h às 21h

Pagamento: R$ 70,00 a cada encontro

Local: Edifício Primus Center

Av. Independência, 350 – sala 43

Vagas limitadas: 20

Inscrição: mmariguela@gmail.com

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Curso de História da Filosofia Módulo 2 – Schopenhauer, depois Nietzsche & Freud

Curso de História da Filosofia: Schopenhauer, depois Nietzsche & Freud

Curso de História da Filosofia

Módulo 2 – Schopenhauer, depois Nietzsche & Freud

Cronograma:

03, 17 e 31 agosto; 14 e 28 setembro; 05 e 19 outubro; 09 e 23 novembro

Sábado das 10 as 12h

Local: Edifício Primus Center

Av. Independência, 350 – sala 43 – Piracicaba – SP

Vagas limitadas: 20

Pagamento: R$ 70,00 a cada encontro

Observação: Módulo 1 não é pré-requisito para Módulo 2

Inscrição: mmariguela@gmail.com

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Em 1976, o genealogista Michel Foucault publicou seu 1º volume da História da Sexualidade. Anunciou o projeto de traçar a gênese do dispositivo sexual na modernidade: essa petição de dizer a verdade sobre si pelo uso dos prazeres sensíveis, corporais. A verdade está no uso que você faz do seu corpo; com quem e com o quê você o põem em relação.

As Confissões da Carne: história de um livro

Em 1976, o genealogista Michel Foucault publicou seu 1º volume da História da Sexualidade. Anunciou o projeto de traçar a gênese do dispositivo sexual na modernidade: essa petição de dizer a verdade sobre si pelo uso dos prazeres sensíveis, corporais. A verdade está no uso que você faz do seu corpo; com quem e com o quê você o põem em relação.

O dispositivo sexual produz narrativas: diga o que você faz com seu sexo que te direi quem você é. Será adjetivado normal, se o que faz estiver em conformidade aos ideais de normalidade do seu tempo.  Será condenado ao vale das psicopatias sexuais, se o que faz transgredir esses ideais.

“O dispositivo de sexualidade suscitou um dos seus princípios internos de funcionamento: o desejo do sexo; de tê-lo, de aceder a ele, de descobri-lo, libertá-lo, articulá-lo em discurso, formulá-lo em verdade. A sexualidade é uma figura histórica muito real, e foi ela que suscitou, como elemento especulativo ao seu funcionamento, a noção do sexo”.

Toda produção filosófica de Foucault até então estava circunscrita ao período moderno. Entre o volume 1 e, o 2 e 3, oito anos se passaram e os leitores são surpreendidos por encontrar nos 2-O Uso dos Prazeres e 3-O Cuidado de Si, outro período histórico: Antiguidade Greco-Romana. Neles, traçou a gênese histórica do aparecimento do interesse pelo sexo nas formas de problematização do conceito aphrodisia, palavra usada para designar o uso dos prazeres nas técnicas de cuidado de si.

O autor estava revisando o manuscrito do volume 4-As Confissões da Carne, em 1984, quando a morte lhe ceifou a vida. Teve tempo de escrever um testamento com apenas duas recomendações: “A morte, não a invalidez” e “nenhuma publicação póstuma”. Assim, o livro foi mantido em silêncio até 2018, quando os herdeiros dos seus escritos decidiram chegada a hora de dar a conhecer ao público, o conteúdo inédito da obra interrompida pela morte.

A obra póstuma é primorosa e atualíssima. Nela, traçou a gênese da moral sexual cristã na convergência entre a moral socrática-platônica, inaugural da filosofia ocidental, com a doutrina cristã formulada pelos pensadores do período histórico denominado Patrística: séculos 2 e 3 da era cristã. O modo como a tradição helenística foi incorporada pelos primeiros teólogos do cristianismo. Neste ato de apropriação, o conceito aphrodisia é substituído pela carne.

O ponto de apoio para análise desta substituição é a obra de Clemente de Alexandria, no final do século 2, “transmite, sobre o regime dos aphrodisia, um testemunho de uma dimensão completamente diferente. Clemente evoca o problema do casamento, das relações sexuais, da procriação e da continência em vários textos”. Escolheu O Pedagogo pois nele encontra-se, pela primeira vez, a penetração da moral cristã nas relações sexuais conjugais. Em Clemente, Foucault identificou o primeiro exemplo de um gênero discursivo que anuncia regras, em detalhes, para a prática sexual regida pela doutrina cristã.

Aguardemos a publicação da tradução no Brasil deste livro tão esperado. Os portugueses acabam de lançar sua tradução do volume 4, pela editora Relógio d’Água.

ume da História da Sexualidade. Anunciou o projeto de traçar a gênese do dispositivo sexual na modernidade: essa petição de dizer a verdade sobre si pelo uso dos prazeres sensíveis, corporais. A verdade está no uso que você faz do seu corpo; com quem e com o quê você o põem em relação.

Referências:

http://www.actu-philosophia.com/Michel-Foucault-Les-aveux-de-la-chair


Fonte:
Jornal Cidade de Rio Claro
24/maio/19
Ilustração: Divulgação

GRUPO DE ESTUDOS EM FREUD - 2019 O laço social na perspectiva da psicanálise atualidade do ensaio Psicologia das Massas e Análise do Eu (1921)

GRUPO DE ESTUDOS EM FREUD – 2019

O laço social na perspectiva da psicanálise

atualidade do ensaio Psicologia das Massas e Análise do Eu (1921)

Coordenação: Márcio Mariguela

Cronograma:

13 e 27/março; 10 e 24/abril; 08 e 22/maio; 05 e 19/junho

4ª feira das 19h às 21h

Pagamento: R$ 70,00 a cada encontro

Local: Edifício Primus Center

Av. Independência, 350 – sala 43

Vagas limitadas: 15

Inscrição: mmariguela@gmail.com

“Há muito me impressiono com fenômenos que as teorias sociológicas tendem a deixar à sombra ou a ocultar deliberadamente: Por que os indivíduos e os grupos sociais funcionam a partir da crença e tem necessidade de viver na ilusão, no disfarce e no erro? Por que o social é antes de tudo o reino da certeza e do esquecimento da verdade? Indivíduos que, isoladamente, são às vezes capazes de pensamento livre e rigoroso, por que razões, quando em grupo, identificam-se ao mestre e a seus ideais e sustentam as ações mais absurdas e as menos suscetíveis de favorecer realização de seus desejos? Em síntese, por que a obediência é tão fácil, a servidão voluntária tão frequente, enquanto a revolta se revela tão difícil e o desejo de autonomia tão frágil?”

Eugène Enriquez – Da Horda ao Estado – ensaio de psicanálise do laço social, 1983

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