Deixamos o poeta Goethe na Sicília, o filósofo Nietzsche em Sorrento e seguiremos nesta viagem ao sul da Itália na companhia do médico vienense Sigmund Freud e seu jovem amigo húngaro, Sándor Ferenczi. Em setembro de 1910 desembarcaram no porto de Gênova e de lá seguiram em outra embarcação até Palermo, a capital da ilha siciliana.
Freud tinha predileção em viajar. Nos tempos de juventude viajou para adquirir experiências e conhecimentos nas ciências e nas artes de vários países da Europa. Quando adulto, a viagem era a atividade de cultivo do ócio: tempo precioso na gestação e criação dos conceitos fundamentais de sua experiência clínica com pacientes psiconeuróticos. No período crepuscular de sua existência viajou para construir laços de trabalho, expandindo as fronteiras da psicanálise, sua obra monumental.