Pouco antes de partir de Genebra ao Golfo de Nápoles, Nietzsche escreveu três cartas aos íntimos narrando sua condição existencial no momento da decisão de viajar ao sul da Itália, aceitando assim, o convite da condessa Malwida, amiga sexagenária. O contexto é importante cenário para adentrar no conteúdo do livro Humano, Demasiado Humano, ditado a Peter Gast, músico escriturário dos pensamentos do filósofo alemão, durante a estadia em Sorrento.
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Demasiado Humano em Sorrento – 3
Um livro dedicado aos espíritos livres, Humano Demasiado Humano, exige leitores que “não estejam atormentados por obrigação boçal, ele pede sentimentos delicados e tem necessidade do supérfluo, da superfluidade de tempo, de clareza no céu e no coração”. Escrito na viagem ao golfo de Nápoles, abriu a série dos textos filosóficos de Nietzsche, inaugurando seu genial estilo aforismático, com sentenças e máximas.

Demasiado Humano em Sorrento – 2
No artigo anterior destaquei que Nietzsche realizou no sul da Itália, o trabalho de luto decorrente da ruptura de amizade e ideais comum com Richard Wagner. Luto da almejada carreira universitária na Basiléia e da mudança no campo de sua investigação e interesse: da filologia para filosofia. Luto igualmente do elevado grau de idealização que o mantinha cativo na filosofia de Schopenhauer.
Demasiado Humano em Sorrento – 1
Deixamos o poeta Goethe na Sicília e incluiremos outro “grand seigneur” do espírito moderno: o filósofo Friedrich Nietzsche. A viagem que realizou ao sul da Itália, outono de 1876, representou também ao jovem professor de filologia clássica na Basiléia (Suíça) uma verdadeira odisseia existencial. O percurso de trem de Genebra até Sorrento, província de Nápoles, foi transformador: morte e ressureição.
Virgem do Leite, protetora da família
Tenho predileção em conhecer as diferentes invocações à Maria, mãe de Jesus. Na vasta extensão histórica do cristianismo, na mais diferente realidade cultural, a Virgem Maria é objeto de devoção como símbolo da função materna e, por extensão, da própria família. Desde a concepção, em dogma imaculada, até sua assunção ao céu, a presença da fé e crença numa mulher que deu à luz ao reconhecido filho de Deus é cultuada em múltiplas imagens e atos de nomeação.