Matéria publicada no caderno Cultura do Jornal de Piracicaba dia 14 de outubro de 2014
Zaratustra, o canto trágico de Nietzsche – 6
O critério adotado por Richard Strauss na escolha dos cantos que compõem Assim Falou Zaratustra, publicado em 1885 por Friedrich Nietzsche, demonstra certa perspectiva e permite seguir o fio condutor da interpretação que fez do livro. Como destaquei nos artigos anteriores, no Poema Sinfônico para Grande Orquestra, composto em 1896, encontramos a sublime transformação da palavra em som. Além do Prólogo, escolheu oito cantos do personagem para musicar.
Zaratustra, o canto trágico de Nietzsche – 5
No Poema Sinfônico para Grande Orquestra, homônimo ao livro Assim Falou Zaratustra, o compositor Richard Strauss escolheu, além do exuberante Prólogo, oito Cantos do personagem para musicar. Nietzsche compôs sua magistral tragédia em quatro partes ente 1883 a 1885. O critério adotado por Strauss na escolha dos Cantos demonstra certa perspectiva e permite seguir o fio condutor da interpretação que fez do livro.
Semana de Filosofia na Unimep
Zaratustra, o canto trágico de Nietzsche – 4
O vale de Engadina, região do Alpes em Grisons (Suíça) é a pátria de Zaratustra. Lagos, montanhas e ilhas constituem o cenário dos cantos que compõem o livro Assim Falou Zaratustra. Ao sentenciar no Prólogo que o super-homem é o sentido da terra e denunciar todos os que renunciam a terra para esperar a felicidade plena prometida para além-da-morte encontramos o tom da composição do drama musical que representa o livro: “Eu vos ensino o super-homem. O super-homem é o sentido da terra. Eu vos imploro irmãos, permaneça fiel a terra e não acrediteis nos que vos falam de esperanças ultraterrenas! Eles envenenam a vida com a crença de uma outra vida além da morte. São desprezadores da vida”.