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Grupo de Leitura de Freud – 1o. semestre 2012

Tema: Capitulo VII – A psicologia dos processos oniricos

in: A Interpretação dos Sonhos (1900)

Encontros: 08 e 29/02; 07 e 21/03; 18/04; 02, 16 e 30/05; 20/06

Horário: 19h30 as 21h30

Valor: R$ 30,00 por encontro

Inscrição: agendar entrevista atraves de: mmariguela@gmail.com

Justificativa: Levando adiante a proposta de retorno a Freud pelas obras fundadoras do campo da psicanalise, prosseguimos com a leitura do capitulo VII por considerarmos que uma séria formação psicanalítica não pode prescindir de leitura vigorosa do célebre capítulo onde Freud apresentou a 1ª tópica de funcionamento do aparelho psíquico. Enquanto a nova tradução (prometida pela Cia das Letras para o início deste semestre não chega), vamos aprofundar os temas principais que legitimam o modelo de aparelho psíquico como um aparelho de linguagem. Desse modo, teremos condições de confrontar o pressuposto teórico da clínica psicanalítica antes do advento do Mais Além do Princípio do Prazer de 1920, quando Freud introduziu os conceitoss de pulsão de morte e compulsão à repetição.

objetivo: realizar o retorno a Freud instaurado por Jacques Lacan através de leitura dos livros de Freud que o psicanalista frances escolheu: A Interpretação dos Sonhos (1900); Sobre a Psicopatologia da vida Cotidiana (1901); Os Chistes e seus  relações com o inconsciente (1905). No ano passado, começamos pela Psicopatologia do Cotidiano e, prosseguimos em 2011, com os outros dois.

Encontros são quinzenais e há vagas disponíveis.

 

Recursos:

– Cartas de Freud à Fliess: 22/07/1898, 17/07/1899 e 20/08/1899 – para avaliar as posições de Freud na ato de escrita do capítulo VII. In: Correspondênciaa Completa, Editada por Jeffey Moussaieff Masson. Rio de Janeiro: Imago, 1986.

– FREUD, Sigmund A Interpretação dos Sonhos. Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas. Volume V. Rio de Janeiro: Imago, 1987.

– GARCIA-ROSA, Luiz Alfredo Introdução à Metapsicologia Freudiana 2 – A Interpretação dos Sonhos. Jorge Zahar Editor, 1991

– POMMIER, Gérard  Como las neurociencias demuestran el psicanálises. 3ª Parte: “Si existe un inconsciente, como definir la consciencia”. Buenos Aires: Letra Viva, 2010.

Curso de Extensão em Psicanálise – Freud, leitor de Nietzsche III

Ministrado por: Marcio Mariguela, psicanalista e professor de filosofia na UNIMEP

Cronograma: 25/02; 24/03; 14/04; 26/05; 23/06

Horario: 9 as 12h – Vagas Limitadas: 20 – inscrições: mmariguela@gmail.com

Valor: R$ 200,00 – Certificado de Participação

Local: Clinica de Psicanálise de Piracicaba- -Rua Prudente de Moraes, 1314 – Bairro Alto

Justificativa: A numeração designa série. Houve dois tempos em que demonstrei a leitura realizada por Freud da obra nietzchiana. No primeiro, centrei o conceito “super-homem” numa irônica citação de Freud à Nietzsche no capítulo X “A massa e a horda primeva” do livro Psicologia das Massas e Analise do Eu de 1921: “No princípio da história humana ele (o pai da horda) era o super-homem, que Nietzsche aguardava apenas no futuro”. Demonstrei que a referência aqui é o livro Assim Falou Zaratustra. No segundo tempo, investigamos a nota de rodapé no livro O Eu e o Isso de 1923, onde Freud alinhou o conceito “inconsciente” na 2ª tópica do aparelho psíquico, ao sentido que o mesmo conceito possui na obra de Nietzsche. Neste caso, definimos alguns aforismos de A Gaia Ciênciapara levantar hipóteses interpretativas da conjunção de sentido entre ambos.

Neste terceiro tempo, vamos investigar a inclusão de dois parágrafos na edição de 1919 daInterpretação dos Sonhos. Freud reeditou várias vezes sua obra fundadora da psicanálise e, em cada uma delas, acrescentou notas e parágrafos que permitem acompanhar a demarche de sua prática clínica e elaborações teóricas. Freud constatou que a terapia psicanalítica revelou “pela primeira vez que por trás dos sonhos se ocultavam um sentido e um valor psíquico”. Naquele tempo (1900) Freud disse que estava “inteiramente desprepado para descobrir que esse sentido era de caráter tão uniforme”. No item B “Regressão” do célebre capítulo VII “Psicologia dos processos oníricos”, encontra-se os elementos fundamentais para avaliar o “carater uniforme” do sentido do sonho. Se o aparelho psíquico funciona em três registros distintos (Isso, Eu e Supereu), toda percepção consciente esta determinada por traços minêmicos constituitivos na história do bicho falante em sua condição ontogenética e filogenética.

No final do item B (parágrafos de 1919), Freud afirmou que “o sonhar é, em seu conjunto, um exemplo de regressão à condição mais primitiva do sonhador, uma revivescência de sua infância, moções pulsionais que a dominaram e dos modos de expressão de que ele dispunha nessa época. Por trás dessa infância do indivíduo (ontogênese) é-nos prometida uma imagem da infância filogenética”. Neste ponto, o nome de Nietzsche é invocado: “Podemos calcular quão apropriada é a asserção de Nietzsche de que, nos sonhos,´acha-se em ação alguma primitiva relíquia da humanidade que agora já mal podemos alcançar por via direta´; e podemos esperar que a análise dos sonhos nos conduza a um conhecimento da herança arcaíca do homem, daquilo que lhe é psiquicamente inato”. O aforismo 12 “Sonho e Cultura” doHumano, Demasiado Humano – citado entre aspas -demonstra que Freud leu esse livro de Nietzsche, publicado em 1878. Vamos reconstruir os argumentos de ítem B do capítulo VII tramando com os aforismos do  capítulo 1  “Das coisas primeiras e últimas” do livro de Nietzsche.

Bibliografia:

FREUD, Sigmund A Interpretação dos Sonhos. Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas. Volume V. Rio de Janeiro: Imago, 1987.

NIETZSCHE, Friedrich Humano, Demasiado Humano. Tradução: Paulo César Souza. São Paulo: Cia das Letras, 2000.

ASSOUN, Paul-Laurent Freud & Nietzsche: semelhanças e dessemelhanças. São Paulo: Brasiliense, 1989.

MONZANI, Luiz Roberto Freud, o movimento de um pensamento. Capítulo 2 “A Máquina de Sonhar”. Campinas: Unicamp, 2ª edição, 1989

1 Grupo de Estudos em Freud

A Interpretação dos Sonhos (1900)

Levando adiante a proposta de retorno a Freud pelas obras fundadoras do campo da psicanalise, prosseguimos com a leitura do capitulo VII por considerarmos que uma séria formação psicanalítica não pode prescindir de leitura vigorosa do célebre capítulo onde Freud apresentou a 1ª tópica de funcionamento do aparelho psíquico. Enquanto a nova tradução (prometida pela Cia das Letras para o início deste semestre não chega), vamos aprofundar os temas principais que legitimam o modelo de aparelho psíquico como um aparelho de linguagem. Desse modo, teremos condições de confrontar o pressuposto teórico da clínica psicanalítica antes do advento do Mais Além do Princípio do Prazer de 1920, quando Freud introduziu os conceitoss de pulsão de morte e compulsão à repetição.