Artigo publicado em 10 de Abril de 2010 no Jornal de Piracicaba:
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Psicanálise em Extensão: Loucura ou resistência? Arte de inventar sentidos!
Hora: 15:00h
Local: Clínica de Psicanálise – Rua Prudente de Moraes, 1314 – Bairro Alto – Piracicaba
vagas limitadas: 25
Sinópse:
Que Escola é Essa?

MÁRCIO MARIGUELA, ANA MARIA FACCIOLI DE CAMARGO, REGINA MARIA DE SOUSA (orgs.)
2009 • 206p.
Editora: Alínea e Átomo
ISBN-10: 8575163620
A instituição escolar tem sido tematizada quase à exaustão. E um de seus aspectos que vêm sendo traba-lhados são estudos sobre o cotidiano da escola, as práticas que ali proliferam e as dimensões teóricas que estas práticas podem ensejar.
O cotidiano da escola tem um forte caráter de repetição, de normalização, de exaustão: todo dia ela faz tudo sempre igual…, para retomar um verso da canção de Chico Buarque lembrada na Apresentação deste livro. Todo dia, a escola parece fazer tudo sempre igual; os professores parecem repetir o mesmo, convidando (obrigando?) os estudantes a também fazerem o mesmo. Esta exaustão do mesmo produz angústia, produz depressão, produz sintomas – em professores e em estudantes -, como alguns dos capítulos desta obra explicitam.
Mas será que a repetição normalizadora do cotidiano escolar produz apenas angústia e exaustão? Felizmente, não. E os capítulos deste livro também nos mostram isso. A repetição também pode gerar diferença, se houver criatividade; o cotidiano da escola é também um campo de criação de possibilidades, de instauração de acontecimentos.
A leitura desta obra faz-nos lembrar de um antigo poema de Drummond (A flor e a náusea), no qual lemos:
Uma flor nasceu na rua! /…/ É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.
A normalização e a exaustão com o mesmo do cotidiano cobrem nossas práticas como um asfalto escuro e viscoso; mas podemos rasgar a espessura e fazer brotar flores. Às vezes, pequenas e feias, mas flores, contrastando o asfalto. São essas pequenas flores, as novas linhas inventadas no cotidiano da escola, de que trata este livro.
Cotidiano Escolar: Emergência e Invenção

Márcio Mariguela e Ana Maria Faccioli de Camargo (orgs).
Prefácio: Agueda Bernardete Bittencourt
2007 • 182p.
Jacintha Editores
ISBN 978-85-60677-01-6
A sala de aula está longe de ser o locus exclusivo do exercício educacional na escola: este se dá ainda por diversos outros meios e em múltiplos espaços, como pátios, corredores, recreios, festas, banheiros etc. Para além do aprendizado de conteúdos disciplinares, o cotidiano escolar educa sobre saúde, cidadania, relações sociais e de gênero, entre tantos outros aspectos. Desse dia-a-dia fazem parte dilemas, incertezas, transformações, desigualdades no acesso a bens e serviços, trocas de experiências, que formam o currículo oculto escolar. Assim, este livro traz reflexões construídas nos estudos teóricos e pesquisas da Faculdade de Educação/Unicamp entrelaçadas com a experiência de gestores das escolas estaduais de São Paulo. Debruça-se sobre as múltiplas instâncias educativas presentes no ambiente e no cotidiano da escola, de modo a fortalecer neles a construção e a prática da cidadania.
Lacan, o passador de Politzer: Psicanálise e surrealismo

Márcio Mariguela
Lacan, o passador de Politzer
Psicanálise e surrealismo
Apresentação: Nina Virgínia de Araújo Leite
2007 • 216p.
Jacintha Editores
ISBN 978-85-60677-00-9
Aos leitores familiarizados com o ensino de Jacques Lacan, a referência ao termo passador revela imediatamente uma posição do autor deste livro quanto às relações entre o psicanalista francês e Georges Politzer, figura de envergadura crítica fundamental na história das contribuições da obra freudiana para o projeto de fundação de uma psicologia concreta, na década de 1920. Mais ainda, delineia os contornos do percurso da entrada da psicanálise em solo francês pela via de uma relação estreita com o surrealismo, enlaçando de modo inarredável o destino da psicanálise ao da literatura, se esse já não tivesse sido o sal da descoberta freudiana do inconsciente. Que o texto que ora vem a público tenha se urdido no contexto institucional da universidade revela a vocação da universitas para o acolhimento e o reconhecimento do que tem valor. Lugar de saber que pode, às vezes, deixar-se perfurar pelo que insiste em não se escrever.