Rememorar é também um ato de comemorar. Lembrar para não esquecer e assim transmitir às novas gerações as matrizes fundadoras de nossa civilização. Descrever a gênese do processo civilizatório faz parte de diferentes campos do saber. Desde as narrativas míticas passadas adiante pela história oral até as pesquisas etnográficas das ciências sociais (antropologia, história e sociologia) o trabalho de resgatar o passado e nele encontrar o sentido e significação para o presente é cada vez mais urgente e determinante para nossas perspectivas de futuro.
O futuro de nossa civilização depende do árduo e insistente trabalho de resgate de nosso passado individual e coletivo. O processo educativo consiste em preparar os jovens para realizações que tornem o futuro uma promessa e compromisso com o tempo presente e isso não se faz sem o cultivo do passado. “De onde viemos?” é condição para saber “para onde vamos?”; entre elas situa-se a inquietante “o que somos?”.