Encontros de Segunda – Desafios para a Convivência: Ética e Psicanálise

Em 01-06 às 19h00 nossos “Encontros de Segunda – Desafios para a Convivência” trazem uma live muito especial com o Psicanalista Márcio Mariguela.

Nosso tema será “Ética e Psicanálise”, a partir do qual vamos investigar “A ética do cuidado de si como pré-requisito para o cuidado dos outros – do singular ao coletivo plural”.

Márcio Mariguela vai nos conduzir no tema da Ética para a Psicanálise, mostrando-nos que esta é uma ética trágica, pois leva o sujeito a fazer de si, de sua própria existência carnal, uma obra de arte, instaurando a beleza no caos.

Não perca. Pontualmente às 19h00, como de costume!

https://www.facebook.com/professorheliohintze

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Márcio Mariguela – Psicanalista
www.marciomariguela.com.br

Prof. Dr. Helio Hintze
www.fazerpensar.com.br

COMUNICADO

Enquanto durar as orientações das autoridades sanitárias para manter o isolamento social, comunico que as atividades do Grupo de Estudos em Freud e Curso de História da Filosofia serão realizadas no meu canal do Youtube na modalidade de transmissão ao vivo gratuita e publica [isto é, não restrita ao acesso por link como foi anteriormente]
para tanto, inscrevam-se no canal

https://www.youtube.com/user/1717Marcio/featured

na próxima 4a as 19h faremos o encontro de estudos em Freud com artigo “O problema econômico do masoquismo” publicado em 1924 (sigo a tradução Obras Completas, volume 16 – Editora Companhia das Letras)

prosseguimos no trabalho de traçar a gênese do que Freud chamou em 1905, nos Ensaios sobre a Teoria Sexual, de “pulsão sadomasoquista” e também de “pulsão de crueldade”

indico também a leitura preliminar do capítulo III – O Eu e o Super-Eu [ideal do eu] e o capítulo IV – As duas espécies de pulsão [instinto], ambos do livro O Eu e o Id, também incluído no volume 16 da edição brasileira

fiquem à vontade para divulgar a seus convidados que possam interessar nos temas

desejo a cada um, renovadas esperanças em dias melhores com os votos de uma Páscoa como exercício de ressurreição diário, pois bem disse o filósofo Nietzsche: morremos mais de uma vez e renascemos outras tantas.

abraço,

Aula do Módulo 3 do Curso de História da Filosofia

Aula do módulo 3 do Curso de História da Filosofia ministrado em Piracicaba/SP e suspenso presencialmente pelo isolamento causado pela pandemia.
No link poderão encontrar o programa de trabalho cujo objeto é demonstrar na escrita da obra inaugural O Nascimento da Tragédia (1871) os efeitos do encontro de Nietzsche com a obra O Mundo como Vontade e Representação (1819) de Schopenhauer

Atendimentos Psicanalíticos on-line

No contexto de pandemia do coronavirus (Covid-19), por orientação da Organização Mundial de Saúde (OMC), o isolamento social tornou-se estratégia de prevenção contra a transmissão pandêmica e os atendimentos clínicos de tratamento do sofrimento psíquico foram suspensos na forma presencial. Psicanalistas e psicólogos ofereceram a possibilidade de continuar com os tratamentos na modalidade online utilizando ferramentas de comunicação digital.

O vídeo é o registro de um primeiro encontro de trabalho para analisar os problemas em jogo nesta transição entre analise presencial e virtual

Isolamento e Prevenção

A potência do real pandêmico invadiu o cotidiano de tal maneira que nos convoca a representar o cenário caótico em que estamos inseridos. A reação mais primária diante do perigo de morte iminente é a negação: ‘não está acontecendo nada, é só uma gripezinha que ataca idosos’. Ressurge o mais danoso discurso para educação sanitária: grupo de risco. Não há grupo de risco, todos estão em risco e a prevenção é para todos.

No final da década de 1980, quando surgiu o diagnóstico da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) isolando o agente viral patogênico (HIV), o conceito de grupo de risco serviu de forma danosa para disseminar o vírus entre os que não se identificavam com o grupo de riscos: homossexuais, hemofílicos, profissionais do sexo e usuários de drogas injetáveis. Como a história demonstrou, o vírus não obedeceu às cercas morais e o número de mulheres casadas infectadas transbordou as estatísticas para nos ensinar que o vírus contamina quem pratica sexo sem proteção.

Agora, com a expansão da pandemia do coronavirus chegando no Brasil, novamente se reabilita a categoria grupo de risco para transmitir à população que não há motivo para se preocupar com a contaminação se você não se identifica no grupo nomeado de risco. É um desserviço à preservação da saúde; é um discurso criminoso restringir o perigo àqueles que estão na faixa etária acima dos 60 anos. O vírus não obedece a barreiras etárias.

Negar a existência do real pandêmico com discursos ideológicos potencializa os efeitos nocivos da contaminação. Os responsáveis pela saúde pública que insistem no negacionismo cometem um crime de lesa pátria pois incentivam a população a seguir com seus afazeres cotidianos, com suas atuações sem freio, fingindo não ver a presença insidiosa da morte que nos espreita no espaço de convivência social.

A situação de outros países que acumulam cadáveres sem recurso técnico e científico para conter a devastação do Covid-19 deveria servir de alerta para nos preparar no enfrentamento da pandemia. Fico a me perguntar, diariamente, por que raios os brasileiros acreditam, dão crédito, a esse discurso criminoso disseminado pelo governo federal que vocifera que não é tudo isso que a mídia confiável e os cientistas renomados estão a nos advertir: a única, repito, a única forma de proteção é a reclusão ao ambiente do lar; isso claro, para os que tem um teto para se abrigar.

Reclusão deliberada é uma escolha protetiva para os que amam a vida e a valorizam como bem supremo: nada vale mais que a vida. Ela é o valor dos valores e preservá-la é um compromisso ético consigo mesmo, com os que você ama e com a coletividade. Se o valor da vida está em jogo neste tenebroso tempo de pandemia, cabe a cada um dar provas de proteção, preservação deste bem maior.

Não é hora de contabilizar os prejuízos materiais, as perdas, as renúncias e frustrações. A hora é de proteger a si e aos que você ama, esperar com grande dose de paciência, o tempo pandêmico passar. Sim, ele vai passar e, só depois, reconstruiremos o cotidiano: por certo, numa outra escala de valores.

Marcio Mariguela

Psicanálise e Filosofia